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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Afinal, o que o fonoaudiólogo faz? Quais são suas especialidades? - Fonoaudióloga Daniela Satiko Okuma

O que é a Fonoaudiologia

(Segundo o CRFa 2ª região)

Quem é o fonoaudiólogo?

O fonoaudiólogo é um profissional de Saúde e Educação, com graduação plena em Fonoaudiologia, que atua de forma autônoma e independente nos setores público e privado. É responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição. Exerce também atividades de ensino, pesquisa e administrativas.

Onde o fonoaudiólogo atua?

O fonoaudiólogo é atuante em - unidades básicas de saúde, - ambulatórios de especialidades, - hospitais e maternidades, - consultórios, - clínicas, - home care, domicílios, - asilos e casas de saúde, - creches e berçários,
- escolas regulares e especiais, - instituições de ensino superior, - empresas,
- veículos de comunicação (rádio, TV e teatro) e - associações.

Quais as especialidades da Fonoaudiologia?

Cinco especialidades são hoje reconhecidas pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia:

Audiologia. Por meio da audição é que se adquire, normalmente, a comunicação oral. Doenças na gestação, infecções de ouvido, uso indiscriminado de medicamentos, exposição a ruídos intensos e outros podem causar alterações auditivas, comprometendo a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo.

Linguagem. É a especialidade que trabalha com os aspectos que envolvem a comunicação oral e escrita. O seu desenvolvimento dá-se desde a infância até a idade adulta. Pessoas com problemas de comunicação (expressão e compreensão) podem ter dificuldades na sua integração social e profissional.

Motricidade. Nesta especialidade, o fonoaudiólogo habilita/reabilita funções relacionadas a respiração, sucção, mastigação, deglutição, expressão facial e articulação da fala, propiciando melhores condições de vida e de comunicação.

Saúde Coletiva. É um campo da Fonoaudiologia voltado a construir estratégias de planejamento e gestão em saúde, no campo fonoaudiológico, com vistas a intervir nas políticas públicas, bem como atuar na atenção à saúde, nas esferas de promoção, prevenção, educação e intervenção, a partir do diagnóstico de grupos populacionais.

Voz. Representa a identidade do indivíduo, pois expressa seus sentimentos. É produzida pelas pregas vocais e quando estas não funcionam adequadamente, a voz é alterada, podendo ficar rouca, abafada, soprosa, comprometendo o trabalho e a vida pessoal. O fonoaudiólogo previne, avalia e trata os problemas da voz falada (disfonias), cantada (disonias) e ainda aperfeiçoa os padrões vocais.

Qual é a origem da profissão?

A Fonoaudiologia é uma ciência estudada de forma sistemática nas universidades em mais de uma centena de países do mundo e existe formalmente há mais de um século. A primeira referência formal é de 1900, quando a Hungria reconheceu a profissão e criou a primeira faculdade de Fonoaudiologia no mundo.
No Brasil, sua história é ainda mais antiga, se considerada a sua associação com a da Educação Especial. A primeira marca identificatória da profissão é da época do Império, com a criação, em 1854, do Imperial Colégio, voltado para meninos cegos (hoje, Instituto Benjamim Constant), seguido, no ano seguinte, com a criação do Colégio Nacional, destinado ao ensino dos deficientes auditivos. Em 1912, documentos comprovavam que a Fonoaudiologia já se diferenciava da educação especial, com o início de pesquisas específicas, relacionadas aos distúrbios da voz e da fala, e com a implantação de cursos de orientação a professores.

Quando foi regulamentada no Brasil?

Desde a década de 30 já se detectava a idealização da profissão de Fonoaudiólogo, oriunda da preocupação com a profilaxia e a correção de erros de linguagem apresentados pelos escolares.
Três décadas se passaram até que se desse início ao ensino da Fonoaudiologia no país. Isto ocorreu na década de 60, com a criação dos cursos da Universidade de São Paulo (1961), vinculado à Clínica de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1962), ligado ao Instituto de Psicologia. Ambos ainda estavam voltados à graduação de tecnólogos em Fonoaudiologia.
Nos anos 70, tiveram início os movimentos pelo reconhecimento dos cursos e da profissão. Foram criados, então, os cursos em nível de bacharelado. O da Universidade de São Paulo foi o primeiro a ter seu funcionamento autorizado, em 1977. Hoje são 31 os cursos reconhecidos no país.
Sancionada em 9 de dezembro de 1981, pelo então presidente João Figueiredo, a Lei n° 6965, que regulamentou a profissão de Fonoaudiólogo, veio ao encontro dos sonhos de uma categoria profissional, que ansiava ser reconhecida. Além de determinar a competência do Fonoaudiólogo, com a lei foram criados os Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia (hoje os Regionais são em número de sete; o da 2ª. Região possui jurisdição sobre o Estado de S.Paulo), tendo como principais finalidades a fiscalização e orientação do exercício profissional. As atividades dos Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia tiveram início efetivo em 1983.

Em 15 de setembro de 1984 foi aprovado o primeiro Código de Ética da profissão, que elencava os direitos, deveres e responsabilidades do Fonoaudiólogo, inerentes às diversas relações estabelecidas em função de sua atividade profissional. Este texto foi revisado em 1995, em decorrência do crescimento da profissão, da ampliação do mercado de trabalho do fonoaudiólogo e da maior conscientização da categoria.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Atitudes positivas e negativas dos pais, professores, enfim de todos que convivem com crianças, jovens ou adultos gagos.

O que fazer:

* Tratar o indivíduo como os demais durante uma conversa.
* Usar expressões faciais, contato visual e outras formas de linguagem corporal para comunicar à criança que você está prestando atenção ao conteúdo da mensagem e não somente à forma como ela está falando.
* Dar atenção ao que ela diz, e não a como se expressa. Se ela estiver ansiosa, diga que você tem tempo e não a interrompa.
* Incentivar a participação dela nos dias em que apresentar mais facilidade para falar.
* Repetir de forma espontânea o que ela disse, tornando a conversa natural. Ao ver que foi compreendida, ela dará menos importância ao modo como se expressa.
* Reduzir a velocidade de sua fala ao conversar com ela, marcando bem as pausas e olhando em seus olhos.
* Fazer perguntas que possam ser respondidas com poucas palavras até que ela se sinta à vontade na classe.
* Pedir aos alunos para ler em conjunto e em duplas. A maioria dos gagos torna-se fluente ao ler acompanhada, pois o ritmo da leitura é demarcado e previsível.
* Falar com a turma, sem a presença da criança, sobre como é ruim gaguejar e que chacotas só pioram o problema do colega.

O que evitar:

* Falar para a pessoa parar de gaguejar.
* Pedir para pensar ou respirar antes de falar (isso atrapalha porque o pensamento, a respiração e a fala ocorrem naturalmente).
* Responder por ela ou terminar suas palavras.
* Propor que pare a frase no meio e recomece.
* Demonstrar impaciência, irritação ou desconforto em relação a como ela fala.
* Não subestimar a criança. Espere a mesma qualidade e quantidade de trabalhos por parte de crianças que gaguejam.
* Procure reduzir críticas, padrões rápidos de fala e interrupções.

Sintomas da Gagueira

Os sintomas externos produzidos pela gagueira na fala de alguém podem ser listados da seguinte forma:

* Repetição de sons e sílabas. Exemplos: "A-a-atenda o telefone, por favor" e "Atenda o te-telefone, por favor".
* Prolongamento de sons. Exemplo: "Atenda o telefone, por ffffavor".
* Bloqueio de sons (ocorre quando o som fica "travado", "preso"). Exemplo: "Atenda o [silêncio de alguns segundos] telefone, por favor".
* Ocasionalmente essas disfluências também ocorrem na fala dos falantes fluentes, mas aparecem em menor número, sem tensão ou movimentos associados e, principalmente, são seguidos de pronta recuperação da fluência.

Existem outros comportamentos que podem ser utilizados por uma pessoa que gagueja na tentativa de mascarar a gagueira.

* Uso de interjeições; como faz parte da fala de todas as pessoas, confere à fala gaguejada um aspecto "mais normal". Exemplo: "Atenda éh éh éh o telefone, por favor".
* Troca de palavras durante a fala; ocorre quando a pessoa que gagueja antecipa um sintoma da gagueira e resolve evitá-lo. No próximo exemplo, vamos supor que antes da pessoa que gagueja falar a palavra "favor", ela percebe que vai gaguejar e, em uma tentativa de mascarar o sintoma, troca por "obséquio": "Atenda o telefone, por obséquio". Vale lembrar que nem sempre as trocas são adequadas, sendo que, em algumas vezes, a fala pode tornar-se antinatural e a comunicação, comprometida.
* Simplificação de frases; ocorre quando a pessoa que gagueja percebe que vai gaguejar em uma determinada palavra e resolve excluí-la da fala. Exemplos: ao invés de "Atenda o telefone, por favor" dizer "Atenda o telefone", "Atenda, por favor" ou "O telefone". Novamente, nem sempre tais simplificações nas frases soam naturais e a comunicação continua comprometida.
* Movimentos de partes do corpo na tentativa de liberar um som ou uma sílaba que está bloqueada. Exemplo: "Atenda o [bloqueio do t e fechamento dos olhos] telefone, por favor". Algumas pessoas que gaguejam repetem continuamente movimentos compensatórios durante a fala.

22 de Outubro - Dia Internacional de Atenção à Gagueira

Como neste mês comemoramos o Dia Internacional de Atenção à Gagueira, achei muitíssimo importante escrever um pouquinho sobre esse distúrbio da comunicação que afeta tantas pessoas no mundo.

Depois de pesquisar diversos livros e sites referentes ao tema, aqui está um resumo sobre a gagueira e seus aspectos mais relevantes.

No dia 22 de outubro comemora-se o dia Internacional de Atenção à Gagueira, tendo neste ano como tema da campanha “Gagueira na Escola”.

A gagueira é uma desordem da comunicação oral, complexa, relacionada à fluência de fala, geralmente iniciando-se na infância, caracterizando-se por repetições de palavras, de partes de palavras, prolongamentos de sons, bloqueios, além da presença ou não de movimentos associados.

A fluência refere-se à suavidade, facilidade, falta de esforço com que sons, sílabas, palavras e frases são pronunciados durante a fala; para uma pessoa que gagueja, a produção da fala é uma atividade trabalhosa, não sendo automática como é para uma pessoa considerada normal.
No Brasil, segundo o IBGE, a população está estimada em quase 192 milhões de pessoas. A prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1 milhão e 917 mil brasileiros gaguejam há muitos anos de forma persistente, crônica. Este número é maior do que a população de Manaus ou Curitiba.

Existem várias teorias que procuram explicar as causas da gagueira. Atualmente, a mais aceita na comunidade cientifica mundial é que a gagueira seja causada pelo mau funcionamento de algumas áreas cerebrais responsáveis pela fala, resultante de uma tendência hereditária ou de uma alteração estrutural do cérebro. Os fatores psicológicos e sociais podem agravar a manifestação da gagueira, porém não são a sua causa.

Os sintomas típicos da gagueira seriam a parte mais visível desta complexa interação entre fatores. Entretanto, existem também outros sintomas bem menos visíveis para a sociedade, mas igualmente importantes para a pessoa que gagueja: o sofrimento e a frustração por não conseguir falar fluentemente, o medo e a vergonha de gaguejar em determinadas situações. E, além disso, a pessoa que gagueja também precisa lidar com o preconceito e o estigma social.

Apesar de haver várias teorias sobre as causas da gagueira, todas concordam em um ponto: a gagueira é involuntária. Isto quer dizer que a pessoa que gagueja não consegue evitar a ocorrência da gagueira, e por mais que se esforce, não consegue ter controle absoluto sobre a sua fala. Por isso, para superar a gagueira não basta ter força de vontade, ficar calmo ou respirar e pensar antes de falar. É preciso um tratamento personalizado com o fonoaudiólogo e se necessário um trabalho conjunto com o psicólogo, além do total apoio dos familiares e dos professores (se a pessoa estiver estudando).

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Diminua o Ronco e a Apnéia com exercícios fonoaudiológicos.

A fonoaudiologia também está ajudando atualmente as pessoas que sofrem com o ronco e apnéia.
Estudo epidemiológico realizado pelo Instituto do Sono da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) aponta que 32,8% da população da cidade de São Paulo sofre com apneia do sono. Foram avaliadas em laboratório 1.042 pessoas.

O ronco é um ruído predominantemente inspiratório produzido pela vibração das partes moles da orofaringe . Normalmente a inspiração é iniciada pelos músculos da asa do nariz e propaga-se pela faringe , laringe e parede toráxica até alcançar o diafragma .

Sabe-se que de acordo com as fases do sono ocorre um excessivo relaxamento muscular e também uma alteração da coordenação entre as contrações do diafragma e dos músculos da orofaringe . Se os tecidos moles estiverem hipotônicos (flácidos) ao entrarem em relaxamento , tornam-se mais volumosos e flácidos , gerando o ronco .
A sonolência é a queixa de metade dos casos que chegam aos laboratórios , e mais da metade destes apresentam Síndrome da Apnéia do Sono, um distúrbio freqüente e pouco conhecido . O paciente com S. A S. apresenta ronco intenso entrecortado por pausas de 20 a 40 segundos . A única forma do paciente voltar a respirar é despertando (são breves despertares e podem ocorrer várias vezes por noite) , alterando assim , a qualidade do sono fazendo com que o paciente levante cansado, irritado e sonolento, podendo causar falta de atenção, aumento da pressão arterial, além de outros sintomas.

Há vários tratamentos dependendo das causas do ronco e da apnéia. Entre eles, estão a cirurgia, a farmacoterapia, dietas e o uso de respiradores artificiais. Agora, o novo tratamento, baseado em exercícios, foi desenvolvido pela equipe do Incor (Instituto do Coração de São Paulo).

Esses exercícios objetivam fortalecer a musculatura da garganta envolvendo a língua e o palato mole (parte posterior do céu da boca) podendo reduzir em até 40% a gravidade e os sintomas da apneia do sono -distúrbio que tem como características ronco alto e interrupções da respiração durante o sono.

Os exercícios devem ser feitos com a orientação de um fonoaudiólogo, em frente a um espelho. Para manter os resultados conseguidos na fase inicial, em que os exercícios são mais intensos, eles devem ser continuados todos os dias. Se forem interrompidos, os músculos voltam ao estado de fraqueza e flacidez, permitindo que a apnéia e o ronco retornem.

Ainda que esses exercícios não sejam uma solução definitiva para estes problemas, podem aliviar bastante o incômodo e melhorar a saúde de quem sofre com o ronco e a apnéia. Em alguns casos, os exercícios deverão ser feitos como um complemento a outros tratamentos (como o uso de placas para o maxilar, o CPAP ou a perda de peso).

Procure um pneumologista ou uma fonoaudióloga para receber orientação quanto ao tratamento mais adequado ao seu caso.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Problemas ao engolir? O que fazer?


Atualmente temos ouvido falar mais sobre a Disfagia.

Mas, afinal o que é disfagia?

É nada menos que uma desordem no processo da deglutição, uma dificuldade da pessoa ao engolir desde o alimento até a própria saliva.

São várias as causas que podem originar uma alteração ao engolir: Paralisia Cerebral, Traumatismo Crânio Encefálico, Acidente Vascular Encefálico, Câncer de laringe, tumor cerebral, síndromes, Aids, Esclerose Lateral Amiotrófica, Esclerose Múltipla, Miastenia Grave, infecções congênitas, demência, Alzheimer, Parkinson, distrofias neuro musculares, quadros psiquiátricos, etc.
Na disfagia, o mecanismo da deglutição é alterado, podendo causar no indivíduo: tosses, engasgos, dor, resíduos de alimentos na boca após o engolir, alimentação muito lenta, broncoaspiração do alimento, pneumonias de repetição, picos de febre, perda de peso, recusa do alimento, preferência por alimentos macios ou pastosos, desnutrição, desidratação e necessidade de uso de dieta via enteral. Em alguns casos a disfagia pode ser transitória, como por exemplo, em uma situação de próteses dentárias mal adaptadas, ou em fase de
recuperação pós-cirúrgica.
O diagnóstico e tratamento são imediatos, essenciais para evitar complicações respiratórias e nutricionais, prolongamento de internação e com isso maior exposição á infecções hospitalares, bem como para evidenciar uma doença de base ainda não detectada.
Enfim, se você acha que está apresentando disfagia ou conhece alguém com os sintomas acima, oriente-a a procurar imediatamente um fonoaudiólogo, o qual é o profissional habilitado para a avaliação e reabilitação dessa alteração.

Você é um candidato a ter problemas de voz?

Como saber se você enfrentará problemas com sua voz?

Se você é profissional da voz (cantor, professor, locutor, ...) ou se já está apresentando algumas alterações vocais como rouquidão, cansaço ao falar, dor, pigarro, etc., responda esse questionário adaptado de VILLELA & BEHLAU (2000).

Se por acaso você se assustar ao conferir os resultados, vá correndo ler os dois primeiros textos publicados neste blog, explicando como a voz é produzida e como mantê-la saudável.

Assinale os itens que representam respostas positivas para você e marque a pontuação segundo a dados abaixo:

Raramente ocorre = 1
Ocorre ás vezes = 2
Ocorre muitas vezes = 3
Ocorre sempre = 4

LISTA DE SITUAÇÕES DE ABUSO E MAU USO VOCAL E CONDIÇOES ADVERSAS À SAUDE VOCAL

( ) fala em grande intensidade (voz forte)
( ) fala durante muito tempo
( ) fala agudo demais (muito fino)
( ) fala grave demais (muito grosso)
( ) fala sussurrado
( ) fala com os dentes travados
( ) fala com esforço
( ) fala sem respirar
( ) fala enquanto inspira o ar
( ) fala rápido demais
( ) fala junto com os outros
( ) usa o ar até o final
( ) fala durante muito tempo sem se hidratar
( ) fala sem descansar
( ) articula exageradamente as palavras
( ) fala muito ao telefone
( ) fala muito ao ar livre
( ) fala muito no carro, ônibus, metrô
( ) pigarreia constantemente
( ) tosse demais
( ) ri demais
( ) chora demais
( ) grita demais
( ) trabalha em ambiente ruidoso
( ) vive em ambiente familiar ruidoso
( ) vive com pessoas com problemas de audição
( ) mantém rádio, som ou tv ligados enquanto fala
( ) imita vozes dos outros
( ) imita vários sons
( ) usa a voz em posturas corporais inadequados
( ) pratica esportes que usam a voz
( ) frequenta competições esportivas
( ) participa de grupos religiosos com grande uso de voz
( ) tem alergias
( ) usa a voz normalmente quando resfriado
( ) toma pouca água
( ) permanece em ambiente com ar condicionado
( ) vive em cidade de clima muito seco
( ) vive em cidade com ar muito poluído
( ) permanece em ambiente empoeirado, com mofo ou pouca ventilação
( ) expõe-se a mudanças bruscas de temperatura
( ) toma bebidas geladas constantemente
( ) toma café ou chá em excesso
( ) come alimentos gordurosos ou excessivamente condimentados
( ) come alimentos achocolatados em excesso
( ) fuma
( ) vive em ambiente de fumantes
( ) toma bebidas alcóolicas destiladas
( ) usa drogas
( ) faz automedicação quando tem problemas de voz
( ) dorme pouco
( ) canta demais
( ) canta fora de sua extensão vocal
( ) canta em várias vozes
( ) usa roupas apertadas no pescoço, tórax ou cintura
( ) apresenta azia
( ) apresenta má digestão
( ) tem refluxo gastroesofágico
( ) tem vida social intensa
( ) tem estresse

SOME SEUS PONTOS: ____________

CLASSIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO VOCAL

TIPO 1. Até 15 pontos – O comportamento vocal
Você não tem propensão para desenvolver um problema de voz. Parabéns, pois você respeita os limites do organismo! Siga assim e estará contribuindo para a sua longevidade vocal. Contudo, se apesar dessa classificação você estiver apresentando um problema de voz, tal como voz rouca ou esforço para falar, consulte rapidamente um especialista, pois provavelmente trata-se de um quadro orgânico, ou seja, independente do comportamento vocal, e necessita de uma avaliação detalhada.


TIPO 2. De 16 a 30 pontos – O candidato a problemas de voz
Você tem tendência para desenvolver um problema de voz, e talvez, já apresente alguns sinais e sintomas de alteração vocal – a chamada disfonia. Você está em um situação onde um acontecimento estressante adicional ou um simples aumento do uso da voz na atividade profissional podem levá-lo a um sério risco vocal. Você precisa ser avaliado por um especialista! Procure verificar em seu ambiente de trabalho, familiar e social quais as modificações que podem ser introduzidas para reunir melhores condições de comunicação. Conscientize-se da importância de sua voz e reduza a prática dos comportamentos negativos.

TIPO 3. De 31 a 50 pontos – O risco sério
Você tem se arriscado demais e pode vir a perder um dos maiores bens que possui – sua voz! Talvez você já apresente uma disfonia e já tenha recorrido a um especialista. Siga corretamente a orientação e o tratamento indicado. Procure refletir sobre o modo como você se comunica com as pessoas, em diferentes situações, caracterizando os principais focos de tensão e estresse de seu dia-a-dia, procurando reunir condições para reverter esse quadro. Pense o quanto sua vida irá se tornar difícil se você tiver de viver com uma limitação vocal definitiva. Reaja!

TIPO 4. Acima de 51 pontos – O campeão de abusos vocais
De duas uma: ou você sofre de um problema de voz crônico ou apresenta um resistência vocal excepcional, acima do normal! Se você tem um problema de voz, sabe o quanto esta situação interfere negativamente em sua vida e como este fato representa uma sobrecarga adicional em casa e no trabalho. Conscientize-se da necessidade imediata de desenvolver comportamentos vocais adequados e saudáveis. Melhore seu ambiente de comunicação! Se você ainda não consultou um especialista, é melhor não adiar. Busque orientação! Por outro lado, se apesar dessa quantidade de desvios no uso da voz ela ainda se apresenta saudável, você pertence a esse raro tipo de indivíduo com resistência vocal a toda prova. Contudo, cuide-se, pois a voz não é eterna e os limites do organismo mudam constantemente com a idade e com as condições gerais de saúde. Além disso, seu comportamento vocal pode estar sendo invasivo para seus interlocutores, representando também um modelo vocal inadequado, principalmente para as crianças. Que tal mudar?

sábado, 27 de junho de 2009

Ambulatório de Saúde Mental - Limeira

Como faço parte da equipe do Ambulatório de Saúde Mental de Limeira, vou falar um pouquinho do sobre o nosso trabalho (informações retiradas do folder da Assessoria Departamental de Saúde Mental).

A Assessoria Departamental de Saúde Mental "Dr. Fernando Regis Dantas", está em funcionamento desde o ano de 1990, e presta atendimento a crianças, adolescentes, adultos e idosos, além de pessoas autistas (CEMA), com transtornos mentais severos (CAPS II), que estejam apresentando dificuldades afetivas, psíquicas, familiares e/ou sociais que possam interferir no desenvolvimento, comprometer o desempenho escolar e a convivência.

COMO UTILIZAR OS SERVIÇOS
O paciente para ser atendido no "Ambulatório de Saúde Mental de Limeira", deverá ser encaminhado por outros profissionais da saúde. Sendo que a pessoa encaminhada passará por uma triagem, a fim de ser encaminhada para o tratamento adequado.

ÁREAS DE ATENDIMENTO

PSIQUIATRIA: o médico psiquiatra faz atendimentos de consultas. Prescreve medicamentos, orienta e encaminha pacientes e familiares para terapias com outros profissionais da Saúde Mental.

Foto de Aaron Escobar

PSICOLOGIA: o psicólogo realiza atendimento em: psicoterapia individual ou em grupo para para crianças, adolescentes, adultos e terceira idade.
Grupos: Orientação familiar, Terapia Comunitária, Álcool e Drogas, Depressão e Ansiedade, Elaboração de Luto, Obesidade, Terceira Idade e demais transtornos.
O atendimento na área da psicologia também é disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde da cidade de Limeira:
* UBS Aeroporto
* UBS Nova Suiça
* UBS Morro Azul
* UBS Cecap
* UBS Planalto
FONOAUDIOLOGIA: a fonoaudióloga promove terapias que facilitam a elaboração e compreensão da linguagem. Realiza avaliação e orientação individual ou em grupo para crianças, adolescentes e adultos.
TERAPIA OCUPACIONAL: o terapeuta ocupacional promove terapias que objetivam a melhora de habilidades ligadas ao desempenho do indivíduo em suas atividades de vida diária (trabalho, estudo, lazer) e atividades de cuidado pessoal (higiene, atividades físicas, etc).
ENFERMAGEM: a enfermagem realiza pré e pós-consultas aos pacientes do ambulatório.

"As atitudes são mais importantes que os fatos. Qualquer fato que enfrentarmos por mais penoso que seja, mesmo que pareça irremediável não será tão importante como nossas atitudes para com ele".


Av. Ana Carolina de Barros Levy, 650 - Centro.
Fone: (19) 3497-3853.
Limeira - SP.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Identificando o AVC - derrame cerebral

24 de Junho - Dia Mundial do AVC

Hoje é comemorado o dia internacional do Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente chamado de derrame cerebral.

Para ajudar as pessoas que sofreram o AVC e seus familiares, vou escrever um pouco sobre essa doença.

Muitas artérias se ramificam no interior do cérebro para levar oxigênio e substâncias para o seu funcionamento adequado. Então o AVC poderá ser de dois tipos:

Acidente vascular isquêmico: consiste na oclusão de um ou mais vasos sangüíneos por ateromas, trombose ou embolia, que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro. Quando uma dessas artérias sofre oclusão, o território do cérebro que deveria ser irrigado por ela entra em processo de anóxia, ou seja, de falta de oxigênio e muitas células, principalmente muitos neurônios morrem.

Acidente vascular hemorrágico: ocorre hemorragia (sangramento) no cérebro provocado pelo rompimento de uma artéria ou vaso sangüíneo, em virtude de hipertensão arterial, problemas na coagulação do sangue, traumatismos, provocando sofrimento no tecido cerebral.

Fatores de risco:

Não modificáveis: idade e genética.
Modificáveis: hipertensão (pressão alta), diabetes, dislipidemias (alterações dos níveis de colesterol e de triglicérides), tabagismo, vida sedentária, obesidade, ingestão de álcool, estresse e várias doenças cardíacas (problemas do ritmo cardíaco, das válvulas do coração ou infarto do miocárdio).

Dos fatores de risco a hipertensão é o principal, provocando alterações nas artérias. Na isquemia a longo prazo ocorre o processo de aterosclerose, ou seja, a deposição de gordura e cálcio na parede do vaso que vai endurecendo lentamente. Desse modo, as placas de aterosclerose vão estreitando a luz do vaso por onde o sangue corre até gerar uma trombose, isto é, o sangue coagula dentro do vaso e interrompe a circulação sangüínea. Portanto, a hipertensão arterial é fator de risco para a aterosclerose, que é fator de risco para o AVC isquêmico. No AVC hemorrágico, a hipertensão é responsável por deixar pequenos vasos do cérebro mais frágeis, estes podendo se romper, provocando sangramento e assim comprometendo o local em que isso ocorreu.

Manifestações Clínicas:

A sintomatologia depende da localização do processo isquêmico, do tamanho da área isquêmica, da natureza e funções da área atingida e da disponibilidade de um fluxo colateral (Sullivan, 1993).
Tratando-se de AVC, como a apresentação dos sintomas é muito variada, a dificuldade em reconhecê-los é maior e, portanto, maior é a demora para buscar atendimento num hospital, o que agrava o problema.

*Acidente vascular isquêmico:

·perda repentina da força muscular e/ou da visão

·alterações da fala

·tonturas

·formigamento em um dos lados do corpo

·alterações da memória

Algumas vezes, esses sintomas podem ser transitórios – ataque isquêmico transitório(AIT). Nem por isso deixam de exigir cuidados médicos imediatos.

*acidente vascular hemorrágico:

·dor de cabeça ·edema cerebral

·aumento da pressão intracraniana

·náuseas e vômitos

·déficits neurológicos semelhantes aos provocados pelo acidente vascular isquêmico.

Há um tipo de acidente vascular isquêmico, que chamamos de lacuna pois provoca uma lesão pequena dentro do cérebro, mais comumente visto em pessoas com fatores de risco como a hipertensão arterial, que pode ocorrer várias vezes sem a pessoa perceber, por não sentir nada, porque o quadro dura pouco tempo ou porque as alterações se normalizam depois de alguns dias. Entretanto, esses pequenos acidentes somados vão acometendo a memória, a forma de andar - os passos ficam mais curtos - e comprometem o equilíbrio. Além disso, o AVC lacunar múltiplo prejudica a deglutição – a pessoa engasga com muita freqüência – e provoca maior labilidade emocional (a pessoa fica mais emotiva). Essas alterações são sutis e vão aparecendo conforme esses pequenos infartos cerebrais ocorrem.

Tratamento:

O tratamento é emergencial. A pessoa deve ser encaminhada imediatamente para o hospital. Atualmente a postura do médico é mais ativa no sentido de preservar as funções do cérebro. A administração de trombolíticos e anticoagulantes podem diminuir a extensão dos danos no caso de acidentes isquêmicos. A cirurgia pode estar indicada para a retirada de coágulos nos acidentes hemorrágicos ou para a retirada de embolos obstrutivos (endarterectomia) nos acidentes isquêmicos.

Mesmo que alterações tenham sido transitórias, a pessoa deverá ser levada para o atendimento a realização de exames.

Há estatísticas que mostram que acidentes vasculares isquêmicos transitórios podem ser prenúncio de um quadro definitivo que se instalaria dentro de 48 horas. Então, se a pessoa não der importância aos primeiros sintomas e marcar uma consulta médica para dias depois, estará correndo um risco enorme de que algo mais grave ocorra.

Após alta hospitalar, se houver necessidade, o paciente será encaminhado para atendimentos terapêuticos complementares:

  • fonoaudiologia
  • fisioterapia
  • terapia ocupacional
  • nutricionista
  • etc.

domingo, 21 de junho de 2009

Como ajudar o seu filho a falar corretamente?

1. EXEMPLO CORRETO DE FALA. Fale sempre corretamente com a criança e mostre como articular as palavras de uma maneira agradável para ela. Caso a criança não consiga falar, nunca diga que ela falou errado e sim dê o exemplo correto, corrigindo-a de uma forma indireta e eficiente.

2. DIZER O QUE QUER. Se seu filho apontar para um objeto, não dê no primeiro momento, peça a ele que diga o nome do que quer. Se ele não dizer, pode ser que ele ainda não conheça o nome, então ensine. Ex: O que você quer? Diga pra mim! Quer a caneta? Essa caneta? Ah... então vamos aprender o nome, é a CANETA (sempre articulando bem, falando pausadamente e olhando para a criança).

3. MOMENTOS DE PRAZER. Proporcione momentos em que a criança fale. Deixe-a contar sobre como foi na escola, o que comeu, histórias, representar, conversar sobre o dia no carro, contar sobre os amigos, etc.

4. FALE CERTO. Não use palavras no diminutivo nem em linguagem “tatibitate”. Por exemplo: em vez de “pepeta”, diga “chupeta”.

5. TENHA PACIÊNCIA. Fale com a criança, não por ela. Deixe-a terminar a frase no próprio tempo, mesmo que demore para completar a ideia.

6. BEBÊ, NÃO! Seu filho está crescendo e você já está querendo que ele fale corretamente. Então, não o trate como bebê e principalmente não o chame de bebê, nenê! Ele tem nome! 7.NÃO ACHE BONITINHO! Qual pessoa não acha bonitinho uma criança falar errado? Entretanto, não demonstre isso e sim, valorize quando seu filho falar corretamente.

8. NÃO EXIGIR ACIMA DAS POSSIBILIDADES. A criança vai adquirindo a fala conforme seu amadurecimento, então não exija que ela fale tudo corretamente antes do esperado para a sua idade.

9. ELIMINAR HÁBITOS INCORRETOS. Ajudar a criança a parar com o uso de chupeta, mamadeira, sucção digital (chupar o dedo), sucção de paninhos, etc, hábitos que irão poderão prejudicar o desenvolvimento da fala.

10. NUNCA COMPARAR.
Nunca compare a fala de seu filho com a de outras crianças, nem com dos irmãos, criticando-o ou diminuindo-o. Cada um é único! Procure sempre ajuda-lo a se desenvolver, contando sempre com a ajuda de uma fonoaudióloga para orienta-la e se necessário fazer uma avaliação.

Como as crianças começam a se comunicar?

Desenvolvimento de fala e linguagem das crianças

O desenvolvimento da linguagem (comunicação) das crianças inicia-se na fase intra-uterina. O feto através de manifestações corporais comunica-se com a mãe e com o mundo. A partir de quatro ou cinco meses o feto começa a ouvir e sentir os sons que vem do meio externo, se tranqüiliza com a voz da mãe e com alguns tipos de música. Principalmente nesta fase torna-se fundamental que os pais e irmãos falem com o feto, toquem a barriga da mãe, mantendo assim uma forma de comunicação. Muitas pessoas pensam que como o "bebê" ainda não está formado, ele não é capaz de compreender ou simplesmente sentir e assimilar tais informações, mas isso não é verdade, o feto já sente e começa a armazenar todo tipo de estímulo a ele oferecido.Já no primeiro mês de vida, a criança associa a voz humana à situações agradáveis como, alimentação vestuário e banho, possibilitando que ela desenvolva a capacidade de estar atenta aos sons.
A estimulação realizada pelos pais e familiares é muito importante, pois, a linguagem do bebê forma-se a partir da interação social. Neste sentido, a linguagem possui uma dinâmica, que implica a participação do outro, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo infantil. A linguagem é por um lado, um meio de interação, de relação e de construção do conhecimento.

Os pré-requisitos para o desenvolvimento da fala e da linguagem são:
  • Maturação cognitiva
  • Maturação neuromotora
  • Habilidades auditivas
  • Saúde físico e emocional
  • Trato vocal intacto
  • Ambiente encorajador e estimulante.
Toda criança por volta dos quatro ou cinco meses começa a balbuciar, ou seja, produz sons sem significado concreto, porém esses "barulhos" passam a ter significado quando nós damos tais significados, por exemplo: a criança fala: "ma ma ma, a mãe animada com a produção da criança repete dizendo: "Isso meu filho é a mamãe!”,“Vem com a mamãe!”,“Aqui a mamãe” e isso se repete várias vezes durante o dia, desta forma a criança começa a assimilar que o "ma ma ma” tem um significado e acaba produzindo mamãe sempre que necessário. Assim, ocorre em outras situações, com isso a criança as poucos vai descobrindo as possibilidades motoras, articulatórias e desenvolvendo assim o feedback auditivo, aproximando-se do padrão adulto.

Por volta do segundo ano de vida a criança já está conseguindo se comunicar bem através da fala, apesar de estar falando muitas palavras erradas é capaz de criar frases simples, como por exemplo: "mamã dá aga" e outras frases do tipo. Essas trocas articulatórias são consideradas normais para a faixa etária. Desta época até os três anos a criança acumula um grande número de palavras no seu vocabulário e sendo que geralmente pode confundi-las no momento de usá-las, entretanto isso também é normal, elas ainda estão se acostumando com este mundo novo.

Etapas do desenvolvimento da fala


Adaptação de ABOONE E PLANTE (1994)



Um outro fator importante para um bom desenvolvimento da fala é a retirada dos hábitos orais, ou seja, eliminar o uso de chupeta, dedo, mamadeira e outros artifícios que as crianças possam usar na boca. A manutenção destes hábitos pode proporcionar problemas tanto na articulação quanto no desenvolvimento da linguagem, já que esses objetos causam alterações a nível orgânico/estrutural (como má oclusão dentária, respiração oral, flacidez de língua, lábios e bochechas, etc...). Por estes motivos recomendamos a retirada destes hábitos com no máximo dois anos, quando a dentição permanente já está quase toda completa.

Foto feita por Mary Mari
Enfim, se a criança não tem nenhum tipo de comprometimento, sua fala deve estar normalizada por volta dos cinco anos. Caso isso não aconteça sugerimos aos pais ou responsáveis que a levem até uma fonoaudióloga para que a mesma faça uma avaliação orientando os mesmos com conduta mais adequada.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fonoaudiologia na Melhor Idade.

O Brasil vem apresentando uma expressiva mudança no seu perfil populacional, pois de uma situação de elevada taxa de fecundidade e mortalidade, passou-se para outra, de baixa fecundidade e menor mortalidade. A esperança de vida atualmente é de 67 anos e, em 2025, considera-se que poderá chegar aos 74 anos (Zimerman, 2000). Diante disso, o envelhecimento é um campo de interesse, pesquisa e atuação de grande número de especialidades. Ele constitui um âmbito ímpar para o trabalho interdisciplinar, uma vez que profissionais de diversas áreas (medicina, enfermagem, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, gerontologia, terapia ocupacional, etc.) têm possibilidades de oferecer uma contribuição decisiva para melhorar a qualidade de vida do idoso, através da prática do intercâmbio e da cooperação, assim como da busca de uma linguagem comum entre as diversas ciências. Foto feita por Pedro Simões7
A velhice não é um período caracterizado só por perdas e limitações, sendo que é possível manter e até aprimorar as funções cognitivas, físicas e afetivas, do idoso. Um dos desafios que as ciências atualmente enfrentam é o de perceber os limites e as potencialidades para o desenvolvimento na velhice, assim como as condições que aceleram, retardam ou compensam os resultados das mudanças ocorridas como conseqüência do envelhecimento.

A FONOAUDIOLOGIA é a área responsável pela reabilitação, tratamento e prevenção dos distúrbios da comunicação. Tais distúrbios podem estar relacionados à voz, audição, linguagem (tanto oral como escrita) e a motricidade oral (sucção, mastigação, deglutição, respiração e fala).

A Fonoaudiologia no Brasil vem pesquisando a linguagem do indivíduo idoso nos casos de afasias e das demências senis, e também são realizados estudos para compreender e minimizar as conseqüências da presbiacusia (perda auditiva decorrente do envelhecimento) e da presbifonia (alteração da voz) na comunicação. Quanto ao fonoaudiólogo, este contribuirá no tratamento das alterações de linguagem sobre os déficits cognitivos e lingüísticos, sobre as desordens da fala quanto à forma e função dos órgãos fonoarticulatórios e sobre os distúrbios do sistema estomatognático (sucção, mastigação e deglutição), resgatando a qualidade física, comunicativa e social do indivíduo.

Cabe aos profissionais que lidam com o envelhecimento orientar os idosos quanto aos aspectos relativos a uma vida qualitativamente melhor: adoção de uma alimentação equilibrada, manutenção de hábitos saudáveis, combate ao sedentarismo, práticas voltadas à prevenção de doenças, manutenção das relações afetivas e sociais e das atividades que favoreçam as interações e o uso da comunicação.

Aulas para a Faculdade da Melhor Idade da FAAL

Hoje infelizmente foi o meu último dia de aula para a turma da Faculdade da Melhor Idade da FAAL (Faculdade de Administração e Artes de Limeira).

Infelizmente... pois a turma é excelente!!!!
São muito receptivos, simpáticos, alegres e participam fazendo inúmeras perguntas e comentários.
Gostaria de agradece-los mais uma vez pelo carinho e atenção.

Quem quiser entrar em contato comigo, podem escrever aqui mesmo no blog ou no meu e-mail.











Ah... e para quem queria saber o nome do livro do qual falei, aqui está:
Deu Branco. Um guia para desenvolver o potencial de sua memória.
Autora: Ana Alvarez (fonoaudióloga).

Coffee break de todas as tardes!!!

Um beijo á todos.
Daniela Satiko Okuma

segunda-feira, 15 de junho de 2009

RESPIRAR PELA BOCA FAZ MAL?

A respiração oral ocorre quando, na maioria das vezes, existe um impedimento à respiração nasal.
Geralmente crianças com alergia respiratória, obstruções mecânicas como: desvio de septo, hipertrofia das adenóides e ou amígdalas; problemas ortodônticos associado à presença de hábitos orais inadequados, como sucção de polegar e/ou chupeta, mamadeira por período prolongado e roer unhas mostram uma respiração predominantemente oral, durante o dia e à noite.


As Conseqüências da Respiração Oral

Além de maior exposição às infecções, o respirador oral, possui uma fisionomia de pessoa cansada, formato do rosto longo, com olheiras, boca sempre aberta, cansaço respiratório, mau hálito, "baba" noturna e roncos. A postura de toda a estrutura facial e corporal fica alterada. O corpo reage com compensações para respirar melhor, modificando sua postura.
A dificuldade para respirar pelo nariz, pode atrapalhar a qualidade do sono e o nível de concentração da criança durante o dia, podendo estar associado a dificuldade na aprendizagem. Alguns estudos referem menor oxigenação cerebral, quando esta ocorre pela boca.

Consequências na alimentação
Freqüentemente o respirador oral come rápido, mastiga pouco, utiliza líquido para auxiliar na deglutição, prefere alimentos moles de fácil mastigação, podendo a língua projetar-se entre os dentes durante a deglutição. Existe um cansaço para se alimentar e muitas vezes a criança rejeita grande parte da refeição.
Com tantas alterações na postura dos órgãos fonoarticulatórios, em repouso e na alimentação, é comum a presença de alterações na fala.


Reações de irritabilidade, impaciência, inquietude, desatenção também são consideradas, prejudicando o rendimento escolar.


O que fazer?
Através de uma boa avaliação interdisciplinar, a respiração pode ser corrigida por meio da atuação médica e reabilitadora: otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, pediatra, fisioterapeuta e ortodontista.


Resultados

Com certeza, a adequação da mastigação, deglutição e fala, o conforto respiratório, a melhora da musculatura oromiofacial, da postura, do aspecto estético, vão proporcionar melhor saúde e qualidade de vida à criança.


domingo, 14 de junho de 2009

Como cuidar da nossa voz! Fonoaudióloga Daniela Satiko Okuma

O aparecimento de rouquidão, cansaço vocal, perda da voz, dor ou sensação estranha na garganta ao engolir, pigarro e falta de ar são sinais que há algo errado na produção da voz. Podem ser sinais de patologias que acometem a laringe, podendo estar relacionadas ao mau uso e/ou abuso vocal.


SE A DISFONIA (ROUQUIDÃO) PERSISTIR POR MAIS DE 15 DIAS, É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA PROCURAR UM OTORRINOLARINGOLOGISTA OU UMA FONOAUDIÓLOGA.

Higiene Vocal

Por isso é preciso conhecer e desenvolver medidas preventivas, mudando pequenos hábitos e comportamentos no nosso cotidiano, não apenas quando essas alterações aparecem.

Principais fatores de risco que devem ser considerados com atenção:
Fumo: Altamente nocivo, pois, no momento em que se traga a fumaça quente agride todo o sistema respiratório e, principalmente as pregas vocais, podendo causar irritação, pigarro, edema, tosse, aumento da secreção e infecções.

O fumo é considerado um dos principais fatores desencadeantes do câncer de laringe e pulmão. O risco de indivíduos fumantes apresentarem câncer de laringe é 40 vezes maior em relação aos não-fumantes.

Álcool: Causa irritação do aparelho fonador semelhante à produzida pelo cigarro, porém com uma ação principal de imunodepressão, ou seja, redução nas respostas de defesa do organismo.

O efeito associado do uso de tabaco e álcool triplica a probabilidade do risco de câncer.
Foto de Roparedes
Pigarrear ou “raspar a garganta”: oferece a sensação de que se elimina um corpo estranho na laringe, aliviando o sintoma de pressão na garganta, com eventual melhora da voz. Tal gesto, porém, é uma agressão para as pregas vocais, piorando a condição da laringe.

Tossir, gritar, falar bruscamente (ataque vocal brusco): gestos extremamente agressivos para a delicada mucosa da laringe.

Competição Sonora: é um hábito inadequado em resposta à poluição auditiva.

Falar sussurrado ou cochichado: representa um esforço maior que necessário para a produção natural da voz, já que nessas emissões bloqueamos a vibração livre das pregas vocais e o som é produzido apenas por fricção do ar.
Posturas Corporais Inadequadas: Para uma comunicação efetiva, o corpo e a voz devem expressar a mesma intenção. Assim, a postura ideal pode ser resumida:
--> corpo livre para que acompanhe o discurso espontaneamente, sem movimentação excessiva, o que cansa o ouvinte e gera ansiedade, mas também sem rigidez;
--> deve-se manter um eixo vertical único pelo alinhamento da coluna cervical;
--> não devem ser observadas zonas específicas de tensão.

Falta de repouso adequado: A produção da voz é uma função de enorme gasto energético. A energia necessária para colocar as pregas vocais em vibração e produzir a fala é grande e pode ocorrer fadiga vocal após uso excessivo (falar demais) ou em grande intensidade (voz muito alta).

*Repouso vocal absoluto: laringites agudas infecciosas, quadros gripais severos e no pós-operatório das lesões da laringe.

Ar condicionado: Em geral ocorre uma agressão à mucosa das pregas vocais, pois o resfriamento do ambiente é acompanhado pela redução da umidade do ar, provocando o ressecamento do trato vocal, o que induz a uma produção da voz com esforço e tensão.

Alimentação:
* Alimentos pesados e muito condimentados lentificam a digestão e dificultam a movimentação livre do músculo diafragma, essencial para a respiração;

*Alimentos leves, verduras e frutas bem mastigadas relaxam a musculatura da mandíbula, da língua e da faringe, melhorando a dicção e dando sensação de leveza ao corpo;

*Alimentos como o leite, chocolate e derivados aumentam a secreção de muco do trato vocal, prejudicando a ressonância, e induzem à produção de pigarro;

*Bebidas gasosas favorecem a fratulência, prejudicando o controle da voz;

Foto de Succcubus
*A maçã, por sua ação adstringente auxilia a limpeza da boca e da faringe, favorecendo a voz com melhor ressonância;

*Sucos cítricos auxiliam a absorção do excesso de secreção (Não ingerir se tiver problemas no estômago!);

*Alimentos e bebidas muito gelado são sempre nocivos, pois o choque térmico causa uma descarga imediata de muco e edema das pregas vocais.

*Para que ocorra a vibração das pregas vocais de modo livre e com atrito reduzido é essencial que a laringe esteja bem hidratada, assim como todo o trato vocal.

Esportes: Alguns esportes favorecem mais a nossa produção vocal do que outros:

*A natação e o caminhar são muito indicados, pois ativam todo o corpo e melhoram nossa respiração;

*São aconselhados também ioga e exercícios de estiramento muscular, como o alongamento corporal;

*Os exercícios que devem ser evitados e que, em certos casos de uso profissional devem ser até mesmo contra-indicados são aqueles que exigem movimentos violentos como: tênis, basquete, boxe, vôlei e musculação.

Vestuário: Pode interferir de três modos negativos para a produção da voz:

*Compressão - da região do pescoço e do abdômem. Por isso escolha roupas leves e folgadas, que permitam a movimentação do corpo;

*Alergias - As pessoas alérgicas devem escolher tecidos de fibras naturais e não os de fibras sintéticas;

*Postura - Evitar saltos altos, pois provocam uma postura tensa a fim de se manter o corpo ereto.

Voz... Qual a importância que damos á ela? Fonoaudióloga Daniela Satiko Okuma


Desde o nascimento a voz humana já se manifesta através do choro, grito e riso.

Todos somos reconhecidos e identificados através de nossa voz, sendo ela uma das expressões mais fortes, exclusiva do ser humano. A voz transmite muito mais que palavras, ela exprime nossos sentimentos mais ocultos.
Apenas ouvindo a voz de alguém podemos supor o sexo, a idade, a raça e o nível sócio-econômico-cultural da pessoa. Às vezes até imaginamos se o falante é gordo ou magro, novo ou idoso, bonito ou feio. Mais ainda, formamos conceitos sobre sua personalidade, se é ou está no momento: agressivo, calmo, ansioso, feliz, triste, afetuoso...

A voz modifica-se constantemente de acordo com:

*a idade;
*a saúde física;
*a história de vida pessoal;
*a situação;
*o contexto.

Como a voz é produzida?

A voz é produzida quando o ar que vem dos pulmões passa entre as pregas vocais localizadas na laringe, fazendo-as vibrar, produzindo então, um som. Entretanto, esse som precisa ser amplificado por cavidades de ressonância, ou seja, pela faringe, boca e nariz, sendo modificado também pelos dentes, lábios, língua e palato mole (parte posterior do “céu da boca”).

Flexibilidade Vocal:

Podemos modificar a voz constantemente, deixá-la mais fina, mais grossa, mais forte, mais rouca, mais nasal...

*Frequência:
Sons Agudos: as pregas vocais ficam mais longas, mais tensas e fazem um maior número de ciclos vibratórios por segundo. A laringe se eleva no pescoço.

Sons Graves: as pregas ficam mais curtas, menos tensas e seus movimentos mais lentos, com menos ciclos vibratórios por segundo. A laringe faz um movimento descendente no pescoço.

*Intensidade: depende principalmente da resistência glótica.
Sons intensos: são produzidos com maior pressão de ar, maior tensão e fechamento mais firme das pregas vocais.
Sons fracos: são emitidos com menor pressão de ar, pregas vocais mais relaxadas e menos próximas entre si.

*Qualidade Vocal: depende das modificações realizadas em todo o trato vocal.


Desenvolvimento da Laringe:

Voz do Bebê: emissão sonora rica, caracterizada por uma qualidade vocal descrita como delgada, sem diferenças quanto ao sexo.

Voz na Adolescência:
Transformação da laringe infantil em laringe adulta = MUDA VOCAL

1. meninos: ao redor dos 13 aos 15 anos, com aumento de aproximadamente 1cm das pregas vocais;
2. meninas: ao redor dos 12 aos 14 anos, no qual o crescimento das pregas vocais dificilmente ultrapassa 4mm.
A muda vocal é mais visível nos meninos, sendo que a voz torna-se levemente rouca e instável, com várias flutuações, mas tendendo aos sons graves.

Voz na Idade Adulta: é aquela que se apresenta após o término da muda vocal. A partir desse período, a voz é considerada estável.
Para falantes do português:
Homens: 113 Hz Hz (voz mais grave/grossa);
Mulheres: 204 Hz (voz mais aguda/fina).


Período de máxima eficiência vocal =>
25 aos 45 anos

Fonoaudiologia, saúde, atualidades...

Você sabe o que é fonoaudiologia?
Aqui você aprenderá tudo sobre essa profissão maravilhosa e também terá muitas informações sobre outras áreas da saúde.

Atualidades e curiosidades diversas também não faltará!

Enfim, este blog destina-se a todas as pessoas, sejam meus pacientes ou não, que compartilham da necessidade de serem bem orientados e atualizados!